Secretaria de Cultura da Bahia tem bate papo e exibição de filme em combate ao racismo institucional

22 novembro 2016
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Emília Couto fala sobre racismo institucional.

Como parte da programação do Novembro Negro, os servidores da Secretaria de Cultura da Bahia (SECULT) participaram da exibição do filme “Òrun Àiyé: a Criação do Mundo” na manhã dessa segunda-feira (22). A animação, que conta a história da origem do terra e dos homens a partir da cultura iorubá, foi utilizada como ferramenta lúdica para a discussão sobre racismo institucional. A atividade é uma parceria com o programa de Turismo Étnico da Secretaria do Turismo da Bahia, através da Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM).

A técnica de qualificação da SETUR Emília Couto iniciou o bate papo falando sobre a necessidade de ações em combate ao racismo institucional, termo criado no final dos anos 1960 pelos ativistas Stokely Carmichael e Charles V. Hamilton, do movimento Black Power. Em seguida, a técnica Carine Campos, também da Secretaria de Turismo, apresentou dados sobre a população negra e o racismo no Brasil, salientando que a prática é crime previsto no Código Penal.

Para Emília, a exibição da animação é importante para que as pessoas comecem a desconstruir velhos preconceitos sobre as religiões de matriz africana. “Nos dá muita alegria em ver pessoas interessadas em fazer algo diferente. O filme traz exatamente a informação correta, não distorcida, de uma religião que tem uma riqueza milenar e é uma oportunidade para que possamos discutir temas importantes como o preconceito”, disse.

Em sua fala de abertura, a cineasta Jamile Coelho elogiou a iniciativa de discutir o tema com os agentes públicos dentro do ambiente de trabalho e da importância de práticas que visem o combate ao racismo.

Novembro Negro – Durante todo o mês a Sepromi e demais órgãos estaduais realizam e apoiam diversas atividades na capital e no interior, tendo como ponto alto o 20 de novembro, instituído como Dia Nacional da Consciência Negra, em memória ao líder quilombola Zumbi dos Palmares. São seminários, eventos culturais, rodas de diálogo, além de entrega de títulos de terra e certificados para povos e comunidades tradicionais nos territórios de identidade, em cumprimento ao Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

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